sábado, 6 de maio de 2017

Maquiavel: realismo político e a arte de governar


    

Maquiavel (1469-1527) nos mostra que a ética de um governante (príncipe) deve ser moldável, isto é, ela deve ser capaz seguir o fluxo das coisas e agir de todas as formas para manter um estado saudável, e o governo equilibrado. 

Todas as ações do príncipe, desta forma, sempre precisam ser voltadas para o bem do “todo”. O governante, é claro, não governa para si. 

Eis a diferença capital entre as lições de Maquiavel e a prática política atual em nosso país. Certamente o atual presidente do Brasil não é “maquiavélico”. Se o fosse, governaria melhor. Mas voltemos à Maquiavel!


O filósofo nos ensina que o governante deve fazer o necessário para o bem comum, sobretudo, ao povo, pois mostra em “O Príncipe” o quão pernicioso são os estados voltados a satisfazer os interessas das elites perigosas. Ao se lançar à busca da “verdade efetiva“ da natureza humana, Maquiavel se depara com homens que agem e são bem diferentes daqueles pensados pela tradição filosófica que o antecedeu.

 Maquiavel parece ser o primeiro pensador a esforçar-se por separar o âmbito bem circunscrito da política das determinações estabelecidas por princípios metafísicos advindos de fora dos problemas político-sociais concretos.

 A grandiosidade desta novidade também possuiu grande impacto no âmbito da ética. Para Maquiavel a ética possui determinadas nuances que não podem estar encerradas em princípios eternos e imutáveis, aplicáveis a tudo e a todos. 

Sua compreensão do humano concebe que “o conflito é de todas as coisas pai...”, bem no sentido heraclitiano. 


A ética que pode ser benéfica para um pai de família não o é para o governante de um estado. 

Vemos que isso contrasta em muito com a tão tradicional posição aristotélica, que fundamentando todo o agir humano na busca do sumo bem, levado a cabo pelo exercício da virtude, compreensão esta apresentada em Ética a Nicômaco, dogmatiza uma teoria do meio-termo que possui aplicabilidade absoluta. 

Por sua vez, em O Príncipe, o filósofo florentino “vê”, por todos os lados e em todas as épocas, homens que tendem às suas inclinações, se “desvelando” egoístas, covardes e ingratos. 


Em uma Europa cercada de incontáveis conflitos políticos, religiosos e sociais, o impacto desse novo pensamento nos séculos XV e XVI foi enorme, porém, o tempo não obscureceu a força da clareza desta obra que ainda se faz presente com relevância nos dias atuais. 

Neste sentido, é admirável os elementos que no interior do pensamento maquiaveliano possuem uma relação lógica precisa. 


Não utilizando abstrações metafísicas, Maquiavel não trata de homens que devem ser deste ou daquele modo, mas apresenta-os conforme os fatos da história desde sempre os explicaram. 

É sob esta perspectiva que expõe uma dialética entre o povo e os grandes. O povo quer desenvolver todas as suas vontades, potencialidades e vícios, sem, contudo, ser coagido de qualquer modo que seja, fazendo o que estiver ao seu alcance para viver como lhe apraz. 

Do outro lado deste jogo de forças estão os grandes, querendo, por sua vez, aumentar mais e mais seus poderes, seus bens, e o poder que eles já possuem sobre o povo, afunilando os interesses destes às suas próprias vontades, utilizando-os como instrumentos da manutenção de seu próprio poder.


No desenrolar dessa dialética é notável a posição tomada por Maquiavel. Vivendo entre os séculos XV e XVI, teve a clareza de antever que o fundamento de um estado não pode ser escorregadio e conflitante entre o todo e suas partes. 

O povo nada mais ambicionando que estar sossegado, não quer sofrer, pois cada homem do povo já sofre de um modo ou de outro em sua própria condição de lutar incessantemente por prover sua subsistência e a de seus filhos. Maquiavel alerta que quando o príncipe é sábio, perspicaz, toma o povo como o fundamento de seu estado. 

O povo é o fundamento mais sólido de um estado na medida em que é fácil ao príncipe antecipar suas vontades e controlar seus apetites, pois o povo, enquanto um todo com a característica comum de não querer ser oprimido, é como se fosse uma mesma e una massa homogênea.


Segundo a perspectiva de Maquiavel, quando sabemos de antemão o comportamento de uma determinada coisa, nos é fácil manusear-lhe conforme queremos. O problema, na verdade, está no outro lado desta situação, isto é, nos “grandes” (elite). 

Como já afirmamos anteriormente, os grandes já possuem poder, e querendo mais e mais, realizam suas vontades e apetites subjugando e dominando o povo. Realizando essa iminente e constante vontade de querer, os grandes também estão em profundo contraste com os interesses dos outros poderosos, bem como em dissonância com as vontades do (governante) príncipe. 

Seguindo a lógica destrutiva deste combate, Maquiavel considera primordial ao príncipe tomar uma posição fixa e combater a outra oposta. O príncipe deve defender o povo e debilitar os poderosos para que estes não realizem golpes de estado ou sedições que desestabilizariam os pilares de sustentação do estado. 

É por isso que o homem que chega ao poder com a ajuda dos grandes encontrará maiores dificuldades para dar ordens e governar segundo suas deliberações, já que sempre terá de fazer inúmeras manobras políticas, adulando uns, sendo adulado por outros, unindo uns, separando outros, coisa que “enche o saco” e é perigoso para aquele que governa. Já com o povo é diferente, pois, quando o príncipe estabelece uma ordem, o povo, geralmente, obedece. 

Isso porque os homens do povo estão habituados a obedecer sem contestar, e se contestarem, o príncipe pode punir quem não aceitar suas determinações, pois é fácil punir homens que dificilmente poderão ter força para retrucar tais deliberações. 

Quando um príncipe se mostra bom, justo e virtuoso, o povo lhe obedece. Com a amizade do povo um príncipe terá quem o escute e o ajude na adversidade. 

Já com os grandes é diferente, se um príncipe pune um nobre terá contra si todo um império de homens em latência de se voltar contra ele. No primeiro sinal de dificuldade, ou maquinam sedições para tomar o poder, ou fogem sem mais explicações.


Há um momento importante e esclarecedor no capítulo XV de O Príncipe, no qual Maquiavel registra suas intenções metodológicas, para logo depois assentar sob quais pressupostos um príncipe deve agir. 






“Minha intenção não é descrever sobre assuntos de que todos os interessados tirem proveito, julguei adequado procurar a verdade pelo resultado das coisas, mais do que por aquilo que delas se possa imaginar [...] Assim, é preciso que, para se conservar, um príncipe aprenda a ser mau, e que se sirva ou não disso conforme a necessidade” (MAQUIAVEL, 2000, p. 99). 






Vemos nesta passagem a introdução de novas categorias acerca do justo e do injusto quanto às ações humanas no âmbito político. O conceito “necessidade” ganha força no modo como o filósofo concebe as manobras políticas. 

A lógica do poder privilegia as ações que seguem as pistas assinaladas pela contingência, ao invés de se guiarem em um bem transcendente às ações humanas conflitantes que são postas na vida política. 

Em um mundo repleto de maldade não há como o homem que aspira ao poder, que quer ser o governante, ser indistintamente e completamente bom. 

O príncipe, sendo um homem importante para a manutenção da ordem no estado, ele deve possuir todas as ferramentas que o ajudam a ter plena manutenção do poder. A “virtú” e o vício não podem estar definidos de antemão. A liberalidade se contrapõe à miserabilidade. Mas esta contraposição deve ser burlada pelo príncipe, utilizando tanto uma quanto a outra conforme a necessidade. 

É devido a isso que ele deve sempre aparentar ser liberal. É um erro quando um príncipe espolia o povo para guardar para si, mostrando-se miserável e mau governante. Porém, quando se apropria de impostos, mesmo que excessivos, mas reverte-os para poder melhor governar, com mais recursos, com mais obras, dando mais empregos, melhorando o estado e mostrando a todos que o estado prospera, essa miserabilidade aparente que, transforma-se em liberalidade. 

A grande sacada do príncipe é saber manusear tais instrumentos, na medida em que pouco importa como ele haja “na verdade”.


A excelência moral, para o governante, é mais abrangente e complexa que aquela exercida por um homem comum. 

É muito mais vantajoso, ao príncipe, mostrar-se cruel a ser considerado excessivamente clemente, como se fosse “frouxo nas rédeas do governo”. Por isso é importante esforçar-se por balancear a relação entre o ser temido e ser amado. O príncipe deve ser os dois. 

Os súditos devem amar o príncipe, respeitar sua grandiosidade e ver nele a personificação da possibilidade de realização de sua própria existência. 

Mas, por outro lado, o príncipe tem de ser temido, no sentido de ser respeitado verdadeiramente, para que seus súditos sigam as leis e as determinações dele, se enquadrando naquilo que deles o príncipe espera. 

Porém, se for impossível, em uma dada situação, ser tanto amado quanto temido, que o temam. Pois ao ser amado, um príncipe pode cair nas amarras da sedutora bajulação, e isso é tanto perigoso quanto impróprio aos interesses do estado.


A essência daquilo que o príncipe “é”, na verdade, metamorfoseia-se no parecer ser para o povo. 

A imagem do príncipe se coloca com a sutileza de seduzir o povo, se mostrando complacente, de tal maneira que o povo considere que o soberano é um amigo próximo, disposto a salvar e a zelar sempre por ele. 

A “virtú” do príncipe está baseada na possibilidade latente de sempre ter êxito em seus empreendimentos. Suas ações calculadas demonstram sabedoria e retidão. Contudo, a verdade é que seu projeto é o de ascender mais e mais ao poder. 

Neste aspecto em particular, a ética que surge neste horizonte da ação humana tem certo desprendimento com relação a ética religiosa e a ética familiar.

A lógica dessa ética dada nas relações políticas segue outros princípios e outros pressupostos que aquela que se dá nas relações familiares e religiosas. A partir deste realismo político Maquiavel foi acusado de diversas formas. 

Sem adentrarmos em tais polêmicas, às quais, geralmente, são sem profundidade ou equivocadas, podemos dizer que, para o filósofo florentino, o princípio primordial de um governante é agir sempre pensando na manutenção do poder para que melhor viva um povo. Para conseguir isto, o governante deve ser sábio e corajoso, e ser capaz de tudo e de afetar a todos os seus inimigos, e mesmo “eliminando-os”, quando necessário. 

Uma vez conseguido isto, aí sim ele pode mostrar-se “bom”, zelando pelo bem comum segundo a ética convencional cristã. 


É interessante que muito antes de poesias como as de Fernando pessoa, com suas atrativas máscaras, ou mesmo nas máscaras de Nietzsche, Maquiavel em seu tempo já problematizara o atrativo conflito que se dá entre parecer-ser X ser. 

Se o “ser” é a totalidade do que “é”, do que tem de ser desvelado, penetrado, trazido a tona, pois está subjacente ao que se mostrar no fluxo. 

Podemos nos perguntar: O que tal “completude” pode assegurar à estabilidade de um estado e à felicidade de seus cidadãos? Nada mais que sonhos e aspirações. 

Se o ser é fechado e de difícil acesso, para Maquiavel é preferível se deparar com a hediondez do que se esfacela, pois isto tanto nos é útil quanto palpável, do que ser seduzido por metafísicas de um ser rígido, passivo, incorruptível, eterno. 

É devido a isso que ao príncipe importam as coisas que são apresentadas em seus efeitos, que se mostram, se apresentando deste ou daquele modo, não importando tanto suas causas. 

Neste sentido, ao ter que matar um estrangeiro poderoso, ou um ladrão incômodo, se um príncipe sofrer em seu íntimo, e mostrar-se fraco, balançar, perdoar a aqueles que precisam, segundo a lógica do poder, ele estaria colocando em risco a própria segurança do estado, pois tais eliminações seriam fundamentais à ordem. É claro que o príncipe deve parecer liberal, magnânimo, piedoso, íntegro, fiel, religioso, humano, justo. 

O “rosto” do príncipe deve ser dinâmico, mas sua aparência deve ser moldada conforme as determinações da contingência. Isto porque o seu íntimo é absolutamente inacessível ao povo, e talvez até a ele mesmo.


Em O Príncipe Maquiavel nos mostra como é enganoso falar de um bem comum universal e abstrato sem antes termos um estado firme, que não balance devido a rebeliões estrangeiras ou internas.

 Como a fortuna é sempre imponderável, o governante necessita de barricadas fortes que segurem as marés perigosas. Para o filósofo a fortuna não é de modo algum uma força do mal exterior a toda e qualquer deliberação humana. 

Ao invés disso, Maquiavel nos fala da fortuna como sendo uma deusa boa, em latência de ser seduzida, como uma aliada próxima, que pode nos ser útil quando a entendemos segundo suas peculiaridades, respeitando-a tal qual ela é. 


A fortuna não está restrita a uma única e mesma lógica. Ela é aleatória, circunstancial de tal modo que escapa ao controle humano. Mas ainda assim não devemos temê-la ou deixar que as coisas sigam seu curso sem nos sentirmos capazes de influir em seu curso.

 Como a fortuna é uma deusa, tal como acontece com as mulheres, é preciso que o homem se mostre viril, corajoso, pronto a resistir às adversidades. Mesmo que em seu íntimo ele seja fraco, covarde, preguiçoso, tosco, não há problemas, pois, a chave está em sua capacidade de seduzir. 

Quando isso for bem executado e a deusa se mostrar em todo o seu esplendor, o homem que no exercício da “virtú” conseguir atrair para si a fortuna não tem a que temer, pois poderá desfrutar da abundância de suas delícias.


A “virtú” política está além do bem e do mal, tomados tradicionalmente, pois há vícios que, ao serem executados, demonstram força e virtude, e trazem estabilidade e prosperidade ao estado. 

Na natureza um animal vitorioso é aquele capaz de viver e perpetuar sua própria espécie, aprendendo com o meio que o cerca, agindo certo no momento certo mesmo que não sabendo de antemão como agir. 

Ele tem de fingir ser outras coisas, ter outras cores, ter outros atributos que aqueles que realmente lhe pertencem, pois tem de seguir tanto sua natureza intrínseca quanto as pegadas da natureza que lhe advém de fora. 


Para Maquiavel, com o gênero humano, não é diferente. E é justamente por isso que a virtude política está ligada de modo indissolúvel à capacidade de se encontrar os caminhos mais apropriados nas mais distintas situações. 

E se a fortuna, por um lado, pode nos afetar, por outro lado, ela não é absoluta acerca de tudo aquilo que somos e daquilo que podemos ser, pois temos uma boa quantidade de poder sobre os acontecimentos em relação às nossas próprias vidas. 

Não somos frutos absolutos do acaso, nem protagonistas de uma peça de teatro já escrita por alguém que nos é desconhecido. Para Maquiavel a necessidade predispõe as ações humanas a serem deste ou daquele modo, segundo os problemas concretos que germinam em cada situação concreta, que depende do contexto específico no qual os homens estão inseridos, ávidos de poder, querendo subjugar uns aos outros. 

Assim, como cada homem está sujeito às inconstâncias da fortuna, todos são seres contingentes com o potencial de praticar tanto o bem quanto o mal. 


O príncipe necessariamente tem de ser capaz de “ver a realidade efetiva das coisas”, por mais cruel, suja e corrompida que ela seja. Ele não pode se fixar na bondade, quando preciso “deve” ser cruel para garantir a estabilidade do estado e do seu poder, que carrega consigo o lugar mais alto da hierarquia do estado. 

Grandes dificuldades são constantemente impostas ao príncipe, pois ele tem que satisfazer ao mesmo tempo os interesses do povo, dos poderosos e do exército. 

Independente dos procedimentos utilizados para conseguir a estabilidade neste contexto de conflitos, o príncipe pode ser temido por todos, mas deve fazer de tudo para não ser odiado. Se ele for odiado não terá paz nem nos momentos de lazer que estiver com sua família, muito menos em seu sono. Pois tudo e todos são inimigos latentes. 


São vários os fatores que legitimam ao príncipe a incessante busca de se firmar no poder, mesmo que a custa das vidas de muitos de seus súditos. Ele deve utilizar, para o bem e manutenção do estado, os instrumentos disponíveis, mesmo que tachados de “maldade”.

 Ademais, quando a fortuna impuser, para que um príncipe mantenha a ordem, que ele traía as regras de boa conduta propagadas pelos preceitos cristãos, eliminado politicamente, ou mesmo “materialmente”, quando necessário, aquele que estorva os interesses do governo constituído. Maquiavel é categórico ao afirmar que a liberdade do soberano em praticar vícios, quando a contingência o impuser, “trazem bem-estar e segurança” a ele e ao povo. 


Embora “chocante”, o pensamento de Maquiavel é lúcido, perspicaz e nos ajuda a compreender a política desde sua época até a atualidade.

 Na leitura de Maquiavel dos clássicos e dos fatos da história ele apresenta um método cauteloso, que mistura o terreno da prática da ação política a partir do uso que devemos fazer dos livros teóricos. 

Este é um grande feito realizado, tornando palpável aquilo que antes era demasiado teórico. Em vários aspectos podemos considerar Maquiavel corajoso, contrastando com toda uma já dada história da política, calcada, inicialmente, na teleologia aristotélica, e que mais tarde foi absorvida e remodelada pelos filósofos cristãos, ganhando uma roupagem de cunho religioso.

 A capacidade sintética de Maquiavel também impressiona, pois ele é capaz de orientar as ações do príncipe, sem, contudo, esquecer de bem aconselhar a todos. 

O interessante de todos estes procedimentos examinados é que, de um modo ou de outro, eles sempre retomam o fato de o príncipe dever manter as “aparências”, sendo bem visto por todos, como um ser da mais impecável ética, possuidor de virtude e de sabedoria incontestável. 

Todavia, essa postura não resulta de um capricho do príncipe, mas em sua busca de assentar o estado em bases sólidas, possibilitando o mais possível o desenvolvimento harmônico dos humanos em sociedade.






Autor: Prof. Edgard Vinícius Cacho Zanette



REFERÊENCIAS BIBLIOGRÁFICAS




Maquiavel. O Príncipe. Tradução: Olívia Bauduh. São Paulo: Nova Cultural, 2000. (Coleção Os Pensadores)
 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

II EEPE - Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão da UERR



Submissão de trabalhos para o II EEPE



A Coordenação do II EEPE (Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão da UERR) receberá de hoje (19), até o dia 30 de abril, as inscrições para submissão de trabalhos (resumos, apresentações e exposições culturais) para evento, que nesta edição acontecerá de seis a oito de junho, no campus Boa Vista.

O Encontro terá como tema os “Desafios da Educação Superior em Roraima: Perspectivas do mercado de trabalho em face das atuais políticas públicas”.

Poderão submeter trabalhos os estudantes de graduação, pós-graduação, docentes e profissionais com interesse na temática do evento.

O interessado em participar do evento, seja como ouvinte ou apresentador (resumo ou apresentações culturais) deverá preencher a ficha de inscrição disponível no edital (Anexo C), e encaminhar à Comissão Organizadora por meio da página oficial do Evento, no endereço www.uerr.edu.br/eepe, na aba INSCRIÇÕES.

O interessado em apresentar comunicação oral (resumo) ou apresentações culturais deverá preencher, além da ficha de inscrição do evento, um dos anexos correspondentes a atividade (ANEXO A: para resumos de comunicações orais nos GTs; ANEXO B: para apresentações culturais).

O resultado da seleção será publicado na página oficial do Evento até o dia 14 de maio, com a divulgação do local, data e hora da apresentação dos trabalhos.

Os trabalhos aprovados e apresentados nos Grupos de Trabalho (GTs) poderão ser submetidos à avaliação do Conselho Editorial da “Revista Eletrônica Ambiente – Gestão e Desenvolvimento” para posterior publicação.

Grupos de Trabalho:

GT 1: FONTA/GEPALE – FONTA – Formação de Professores, Novas Tecnologias e Avaliação; GEPALE – Estudos e Pesquisas em Política e Avaliação Educacional (Unicamp/Uerr). Coordenador: Prof. Dr. Josias Ferreira da Silva.

GT 2: Planejando a Amazônia Setentrional – Dinâmicas territoriais, desenvolvimento social e patrimônio em Roraima. Coordenadora: Prof. MSc. Elionete de Castro Garzoni

GT 3: Teoria Política, Questão Social e Políticas Públicas. Coordenadora: Laurinete Rodrigues da Silva.

GT 4: Fábrica de Software. Coordenador: Prof. Wender Antônio da Silva.

GT 5: Corpo, Mente e Subjetividade. Coordenadores: Marcos Alexandre Borges e Edgard Vinícius Cacho Zanette.

GT 6: NUPECEM – Núcleo de Pesquisa em Educação e Ensino de Ciências e Matemática. Coordenadora: Juliane Marques de Souza.

GT 7: Agroecologia. Coordenador: Plínio Henrique Oliveira Gomide

GT 8: Educação. Coordenador: Alessandra Peternella

GT 9: Ensino de Ciências. Coordenador: Ivanise Maria Rizzatti

GT 10: Segurança Pública. Coordenador: Renildo do Carmo Teixeira

GT 11: Gênero, subjetividades e deslocamentos. Coordenador: Raimunda Gomes da Silva

GT 12: O léxico e suas dimensões linguísticas. Coordenador: Maria do Socorro Melo Araújo

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Nietzsche e a morte do xadrez



Nietzsche e a morte do xadrez

A cientificidade do xadrez computadorizado nos mostrou o quanto somos limitados. Deep blue (a famosa e controversaa máquina de jogar xadrez da IBM), ele não venceu Kasparov.
O que Deep blue fez foi muito mais!
Sua aparição significou um momento de ruptura.
Após o controverso match “vencido pela máquina”, a ideia de que nós, seres humanos-limitados, seríamos os mestres da cientificidade, ela foi completamente derrubada.
A derrota de kasparov marcou de uma vez por todas a morte do xadrez como uma campo significativo controlado por nós humanos.

De fato, o xadrez não morreu, quem morreu foi o homem para o xadrez!

Isso porque há mais de duas décadas estamos mergulhados em máquinas que nos ensinam como jogar.
Mesmo monstros como Magnos Carlsen, quando acompanhamos suas partidas, como no último match contra Karjakin, com a análise contínua de “engines”, parece que os melhores do mundo eram tão “frágeis”, pois “erravam tanto”...segundo as análise maquinais...

Neste sentido, os computadores mudaram o xadrez para que ele saísse de românticas ideias de cientificidades humanas para adentrar em uma estática análise numérica.

As teorias clássicas, sempre importantes, elas são pautadas em conceitos e métodos pré-estabelecidos. De fato, elas são importantes e parecem orientar e conduzir jogadores para que alcancem até o Top 100 mundial. Porém, certamente não dão conta, por elas mesmas, de prepará-los para o Top 10.

Como “contadores”, a compartimentação do xadrez está criando outros campos significativos. Isso parece, talvez, uma espécie de perspectivismo totalmente novo, até porque o clássico foi sendo cooptado por esse novo âmbito experimental tão computadorizado.

Quanto ao tema, algo salutar é a mudança e a diminuição do tempo da reflexão.
As modalidades de xadrez relâmpago e xadrez rápido ganham terreno, e mestres como Nakamura fascinam a todos com um xadrez de alto nível técnico em um modo “fast”.
Nós morremos para aquele xadrez de partidas que duravam dias, de equipes que viravam madrugadas tomando vodka e calculando e memorizando lances.
Esta reversão dos valores do xadrez, de um xadrez que se tornou racional para as máquinas e irracional para os humanos, ela nos lança para um campo significativo novo.

De todo modo, sempre gostei de refletir sobre a natureza do xadrez.

Esta ruptura singular que implica em uma mudança de sentido jamais vista, ela pode ser pensada no xadrez a partir de uma analogia com a filosofia de Nietzsche.
Para quem inicia os estudos filosóficos, é difícil não se assustar com o pensamento crítico do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900).

Sua desconfiança dos valores morais e da razão ela mesma o levou a reprovar a metafísica e o cristianismo. Inclusive, em frases como: Deus está morto!? O filósofo mostrava o quanto o mundo ocidental perdeu significado.
Inclusive, que ideias como “a existência de Deus” não fariam sentido...

Se não existe verdades absolutas, estaríamos imersos em um perspectivismo-relativista.
Eu que não sou e não pretendo ser nietzschiano, prefiro meu bom e ultrapassado xadrez romântico (mais próximo de kasparov!) que aquele “horroroso” xadrez estranho de 
Deep blue...


imagem pública: https://pixabay.com/

quinta-feira, 6 de abril de 2017

O sofista que habita nossa pele



Extirpar o sofista que habita nossa pele, ou brincar de sofista sendo filósofo - sem o ser?
Entre a mentira gozosa do sofista e a verdade seca do filósofo, o que preferir?
A opinião desinteressada é falha, mas é gostosa! ...
A verdade é majestosa, porém, imposta? ...
É bom roçar a mentira porque ela tem um sabor de pecado
Já a verdade, gosto não tem!

Pecado e chocolate ... coisas resistíveis?

***

Descartes explica cuidadosamente o quanto é difícil para nós desconstruir preconceitos.

A imagem do sofista é a de um falastrão, isto porque o sofista ama o relativismo.
Essa perspectiva que deprecia o sofista, de fato, foi construída historicamente a partir de filósofos importantes, como Platão.

Felizmente, ao longo do século XXI, os estudiosos de filosofia antiga mostraram o quanto estes sábios itinerantes foram originais e que esta imagem deles é um tremendo equívoco. Em tempos de retrocesso, crise e intolerância, é salutar valorizarmos tais pensadores que defendiam a autonomia e o pensamento crítico, mesmo que contrariando as normas vigentes.

Não intenciono defender a ausência de verdade ou uma pretensa superioridade dos sofistas sobre os filósofos, até porque não sou nietzschiano!

Mas como estou trabalhando introdução à Filosofia e ética, me sinto obrigado a pensar a sofistica segundo o seu devido valor.

Entre outros temas, gosto da história de Helena de Tróia, um caso interessantíssimo!
Desde os gregos antigos, sábios como Górgias, ironizam a moralidade e defendem a adúltera!

Segue abaixo, alguns tópicos que discutiremos em nossas aulas de introdução à Filosofia

Importância dos Sofistas:

*Mestres da sabedoria
*Colocaram o homem no centro da reflexão filosófica
*O pensamento e a argumentação, ambos, constituem um tema próprio de argumentação
* linguagem torna-se central
* Crítica aos valores tradicionais – através da valorização das opiniões em detrimento dos dogmas da cultura
* Os sofistas propunham ensinar a “arèté” (virtude), e cobravam por tais ensinamentos, o que siginificava, para eles, tornar os homens eficazes e habilidosos na arte de bem falar.

O relativismo dos sofistas é apresentado de um modo interessante em Górgias (485-380 ac)

Para ele “nada existe”; e mesmo se qualquer coisa existe, a gente não a pode conhecer; e mesmo que a possamos conhecer; não podemos exprimi-la!
Assim, com este esquema Gorgias acreditava acabar com a pretensão de conhecimentos objetivos, limitando tudo às opiniões

GÓRGIAS: ELOGIO DE HELENA - breves extratos/fins didáticos

(2) Cabe ao mesmo homem dizer corretamente o devido e refutar os que repreendem Helena, mulher acerca da qual veio a ser uníssono e  unânime tanto a crença dos que deram ouvidos aos poetas, quanto a fama do nome que, de desgraças, tornou-se memória.

(6) Pois, ou por determinação da Sorte e por deliberação dos deuses e por decreto da Necessidade fez o que fez, ou foi raptada à força, ou persuadida pelos discursos, ou surpreendida pelo amor.

(7) Se, porém, à força foi raptada e ilegalmente foi forçada e injustamente foi ultrajada, evidente que, por um lado, o que raptou, como ultrajou, cometeu injustiça; por outro lado, a que foi raptada, como foi ultrajada, foi desafortunada.

(14) [...] assim como alguns dos fármacos expulsam alguns humores do corpo e fazem cessar uns, a doença, outros, a vida, assim também dentre os discursos uns afligem, outros deleitam, outros atemorizam, outros conferem ousadia aos ouvintes, outros, por alguma má persuasão, drogam e enfeitiçam completamente a alma.

(19) Se, então, pelo corpo de Alexandre, o olho de Helena sentiu um ímpeto e transmitiu à alma o conflito do amor, que há nisso de espantoso?
(20) Como, então, considerar justa a reprimenda à Helena? Esta que, ou enamorada, ou persuadida pelo discurso, ou raptada à força, ou constrangida pela necessidade divina, fez o que fez? De todo modo escapa à acusação.
(21) Afastei com este discurso a infâmia de uma mulher, permaneci na regra que estabeleci no início do discurso; tentei dissipar a injustiça da reprimenda e a ignorância da opinião; quis escrever o discurso, por um lado, como um elogio de Helena, por outro lado, como um brinquedo.
Local de acesso: GÓRGIAS. Elogio de Helena. Tradução de Daniela Paulinelli. Belo Horizonte: Anágnosis, 2009. [Apresenta as traduções de textos gregos realizadas pelo grupo Anágnosis, da UFMG.] Disponível em: <http://anagnosisufmg.blogspot.com/2009/11/elogio-de-helena-gorgias.html>. Acesso em 06-04-2017

Observação: Aqui no blog não intencionamos apresentar textos densos e profundos, pois tentamos fazer isso em outros lugares. Por um lado, pecaremos por omissão e superficialidade, mas, por outro lado, deixamos  a normatização acadêmica para discutir de modo mais livre.

Imagem: https://pixabay.com/

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Entre a carne e a merda. Em "um país aparentemente sem ética", por que falar de ética?


Nos assustamos diante da falta de moral/ética de muitos dos nossos políticos, e acreditamos que o nosso país está perdido.

Chega a ser noticiado que compramos carne, mas estamos comendo outras coisas (papelão, merda, etc.).

Em uma sociedade bizarra como a nossa, temos que entender que há uma confusão entre assimilar a "moral" com a "ética".

A moral se refere a um saber já dado, isto é, aos valores e regras que uma dada sociedade construiu historicamente e aceita como "o correto".

Na Ética Filosófica, mais que um conjunto de regras, temos sistemas e teorias de orientação, geralmente propositivas, psicológicas, individuais ou coletivas, teóricas e/ou práticas, mas que supõem uma certa inventividade quanto à aplicação da ética.

Em outras palavras, a moral diz "como fazer/o quê fazer", enquanto que a Ética Filosófica, por sua vez, nos orienta em "pensar o por quê do fazer/ e como fazê-lo segundo este pensar".

Ciência dos fundamentos, a Filosofia nos presenteia com tais problemáticas, e em dias de tamanho desmantelo dos valores básicos, em que a corrupção parece inevitável, cabe lembrar que os momentos de crise são passagens para dias melhores.

Assim como a origem da Filosofia ocidental emerge, na verdade, da "desconfiança", a ética também possui suas raízes nela.

Aristóteles nos diz que a origem do filosofar está no espanto. Ficamos maravilhados com a ordem do mundo, a beleza das coisas, etc., e, assim, ficamos "espantados". 

Eu prefiro pensar que a "desconfiança" é a origem do filosofar e de toda atitude crítica.

Quando desconfiamos podemos nos indignar, e mesmo nos espantar, e assim cobramos ética e exigimos respeito e mudança.

É por isso que a Filosofia Ética, desde os gregos, é sempre atual, pois ela nos faz entender melhor tais momentos de desilusões e problemas.

Aristóteles, por exemplo, insiste em sua obra Ética a Nicômaco, que todas as coisas tendem a um bem qualquer. Neste caso, o bem para o ser humano é a excelência, e para alcançá-la, devemos ser virtuosos.

Neste caso, a Filosofia nos mostra que não basta "ser", sendo necessário, pois, aperfeiçoar o nosso jeito de ser, criando o hábito da virtude.

Se muitos dos nossos políticos não "parecem ser morais", é por que nossa condição histórica os acomodou nesta situação.

Para revertê-la é necessário educação, conscientização e luta política. É claro que isso é muito difícil de fazer... 

Embora pareça haver um abismo entre as teorias éticas e a política real, não basta que aceitemos o desastre como inevitável.

Sabemos que vivemos sob a  ditadura do dinheiro. Nela, temos a falência de uma sociedade que está longe de pensar a educação como prioridade.

Os burocratas e a sociedade trata os professores e servidores como lixo, e os alunos, por sua vez, não querem aprender...
Então, como "obrigar" alguém que não quer saber, saber algo que ele não sabe, embora é importante que ele saiba?

Os professores até reduzem a exigência, usam o lúdico, e tentam acompanhar os gostos dos jovens, utilizando a internet e aplicativos, sempre tentando tornar as aulas "mais interessantes", mas nada disso parece suficiente.

De todo modo, não é assim em todos os lugares, bem como nem sempre foi assim, e tampouco teremos essa falência da educação e da ética para sempre, sobretudo nos pautando no Brasil.

Em qualquer luta, há de haver conscientização.

É por isso que filosofar é preciso...

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sexta-feira, 24 de março de 2017

Programação Completa - Atualizada - III Congresso de Filosofia e I Jornada de Estudos Filosóficos da EAF

PROGRAMAÇÃO
III CONGRESSO DE FILOSOFIA DA UERR E I JORNADA DE ESTUDOS FILOSÓFICOS
PRIMEIRO DIA
28/mar –terça-feira
TARDE
16h00 – 18h00
Credenciamento
NOITE
18h00 – 19h00
ABERTURA OFICIAL DO EVENTO

19h00 – 22h00
Conferência: “Hanna Arendt: pensar e agir” drª Silvana de Souza Ramos (USP)
SEGUNDO DIA
29/mar – quarta-feira
MANHA
10h – 12h
minicurso: “O esquematismo kantiano e a indústria cultural” mestre Danilo Citro (UFRR)
TARDE
14h00 – 18h00
grupos de trabalho: GT HISTÓRIA DA FILOSOFIA
NOITE
18h30 – 22h00
Conferência: “A Técnica: entre o ontológico e o político” dr. Eládio Constantino Pablo Craia (PUC/PR)
TERCEIRO DIA
30/mar – quinta-feira
MANHA
10h – 12h
minicurso: “As noções éticas da obra freiriana” mestrando Pedro Ciucci (PUC/SP)
TARDE
14h30 – 18h00
grupos de trabalho: GT ESTUDOS CARTESIANOS
NOITE
18h30 – 22h00
Conferência: “Leibniz: os futuros contingentes e a unidade da potência divina” dr. Alfredo Gatto (USP)
QUARTO DIA
31/mar – sexta-feira
MANHA
10h – 12h
Minicurso: “Nietzsche e Deleuze: encontros possíveis” doutorando Francisco Rafael Leidens (UERR/UFP) e doutorando Elemar Kleber Favreto (UERR/UFG)
TARDE
14h00 – 18h00
PrioridadeGrupos de trabalho: GT CIÊNCIAS HUMANAS
NOITE
18h30 – 22h00
Conferência: “O amor e o desejo em Sartre” dr. Alexandre Guimarães e Tadeu de Soares (UFU)

Descrição dos Grupos de Trabalho
GT de HISTÓRIA DA FILOSOFIA – 29/3 às 14h00
Coordenadores: Elemar K. Favreto e Francisco R. Leidens
Local: Auditório

Título
Autor(res)
1.
A RETÓRICA EM ARISTÓTELES
Aroldo Mira Pereira (Faculdade Unida de Vitória)
2.
A UTILIDADE DA JUSTIÇA PARA A VIDA PÚBLICA E A RELAÇÃO COM A EDUCAÇÃO N’A REPÚBLICA DE PLATÃO
Eliza Menezes Lima (UERR) e Elemar K. Favreto (UERR)
3.
A PASSAGEM DO ESTADO DE NATURZA AO CONTRATO SOCIAL SEGUNDO ROUSSEAU
Renata Viana Serafim (UERR)
4.
A ÉTICA KANTIANA DESVELANDO A LIBERDADE NA FORMAÇÃO DE UMA DISCIPLINA CONSCIENTE
Adilson F. Horta (UERR)
5.
A DESCONSTRUÇÃO DOS PRÉ-JUÍZOS CLÁSSICOS E A TAREFA DE CONSTRUÇÃO DE UMA ONTOLOGIA FENOMENOLÓGICA SEGUNDO MERLEAU-PONTY
Adriano Melo Medeiros (UFRR).
6.
A MUTAÇÃO DO CAPITALISMO: Deleuze e as Instituições de Ensino
Elemar Favreto e Waldemar Moura Vilhena Junior(UERR)



GT ESTUDOS CARTESIANOS – 30/3 às 14h30
Coordenadores: Edgard V. C. Zanette e Marcos A. Borges
Local: Auditório
         
Título
Autor(res)
1.
CONTROVÉRSIAS SOBRE A ORGANICIDADE DO AGIR MORAL NAS OBRAS DISCURSO DO MÉTODO E MEDITAÇÕES DE RENÉ DESCARTES
Edgard V. C. Zanette (UERR)
2.
DESCARTES E AS RAZÕES DO DUALISMO
Marcos Alexandre Borges (UERR)
3.
DESCARTES E O CARTESIANISMO
Alfredo Gatto (USP).
4.
CORPO, MENTE E SUBJETIVIDADE NA OBRA DE JEAN-PAUL SARTRE: Um diálogo com Descartes
Pwery Thor Terra Cardoso (UERR).
5.
AMOR EM DESCARTES
Alexandre Guimarães Tadeu de Soares (UFU).



GT CIÊNCIAS HUMANAS – 31/3 às 14h00
Coordenadores: Cláudio Sipert, Elialdo Rodrigues e Marlene Schlup
Local: Auditório
       
Título
Autor(res)
1.
FORMAÇÃO DE PROFESSOR DE FILOSOFIA QUE MINISTRA AULA NO ENSINO MÉDIO
Marcos Antônio de Souza Farias (UFRR).
2.
TEORIA CONTRA PRÁTICA: O ENGAJAMENTO FILOSÓFICO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA EM SALA DE AULA
Fernanda Gomes (UERR).
3.
AS NOÇÕES ẼTICAS NA OBRA FREIREANA
Pedro Henrique Ciucci da Silva – PUC/SP.
4.
OS FILÓSOFOS DA LINGUAGEM: SAUSSURRE, CHOMSKY E PÊCHEUX
Juliana da Silva Morais (UFRR).
5.
DISCURSO OU RETÓRICA DE UM SUJEITO DE DIREITOS DIFERENCIADOS
Francisco Muniz (IFRR).
6.
INFLUÊNCIAS DA FENOMENOLOGIA NA HERMENÊUTICA JURÍDICA
Marcelo Renault Menezes (UFRR).



GT CIÊNCIAS HUMANAS – 31/3 às 14h00
Coordenadores: Cláudio Sipert, Elialdo Rodrigues e Marlene Schlup
Local: Sala 6        

Título
Autor(res)
1.
EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA E SEMIFORMAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO
Karina Coelho Pires (IFRR), Mercedes Fãtima Canha Crescitelli (PUC/SP) e Bruno Pucci (Universidade Metodista de Piracicaba/SP).
2.
REFLEXÕES SOBRE A LEITURA EM SALA DE AULA
Karino Coelho Pires (IFRR), e Mercedes Fãtima Canha Crescitelli (PUC/SP).
3.
A INFLUÊNCIA DO FEMINISMO NA PRÁTICA RELIGIOSA
Ronaldo Memória Brito (UERR).
4.
“E AGORA JOSÉ?”: INFÂNCIAS DE UM QUALQUER NA CIDADE
Lázaro Batista (UFRR), Marina Luiza Guimarães (UFRR) e Aline Cristina Baú (UFRR).
5.
A NOMINAÇÃO DO CORPO: A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA PESSOA ENTRE OS WAPICHANA
Fabio de Sousa Lima (IFRR) e Olendina de Carvalho Cavalcante (UFRR).
6.
A TRAJETÓRIA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS POR UMA EDUCAÇÃO DO CAMPO
Waldemar Moura Vilhena Junior (UERR).